Atendimento 24h | Tel.: 81 3462.7766 | 81 99641.2200
Whatsapp Horário Comercial |  (81) 99426.6408

Finitude e tabu: dicas de como conversar com pais e avós sobre planejamento funerário

Tem conversa que a gente adia a vida inteira. “Depois eu falo.” “Não é a hora.” “Vou estragar o clima do almoço.” E assim, ano após ano, o assunto mais importante, o que a família vai fazer quando um de nós faltar, nunca sai do lugar.

Não é falta de amor. É justamente porque a gente ama que evita o assunto. Só que existe uma diferença entre respeitar o tempo de cada um e deixar o medo decidir por todo mundo. Aqui no Memorial Guararapes, cemitério e crematório em Jaboatão dos Guararapes, a gente reuniu algumas formas de abrir essa conversa com os pais e avós sem pressa e sem transformar um gesto de cuidado num assunto pesado.

Por que é tão difícil falar sobre isso com quem amamos?

Porque, para muita gente, tocar no assunto da morte parece uma forma de convidar o problema. Acontece o contrário: falar com calma, antes que seja urgente, é o que evita que a dor do luto venha junto com decisão tomada às pressas.

É um tabu cultural, não uma regra da natureza. Em muitas famílias brasileiras ainda existe a ideia de que falar de morte dá azar, ou de que perguntar aos pais sobre o que eles querem é sinal de pressa para que algo aconteça. O resultado é que os filhos não perguntam, os pais não contam, e ninguém decide nada. Até que a decisão precise sair em cima da hora, no pior momento possível.

O silêncio protege alguém ou só adia o problema?

O silêncio não protege ninguém. Ele transfere o peso da decisão para o momento em que a família está mais frágil e menos preparada para decidir bem.

Quem já precisou organizar um velório sem saber o que a pessoa queria sabe do que estamos falando. É jazigo ou cremação, documentação, valores, tudo isso no meio do luto. Ter essa conversa antes, enquanto todo mundo está bem e com calma para pensar, é o que transforma um momento de crise em um momento de cuidado que já estava resolvido.

5 dicas para começar essa conversa sem parecer que você está torcendo por algo ruim

Não existe roteiro perfeito. Mas algumas formas de abrir o assunto costumam funcionar melhor do que sentar todo mundo para uma conversa séria.

  1. Aproveite uma notícia ou uma história de fora. Um parente distante que perdeu alguém, uma novela, uma reportagem. São ganchos naturais para perguntar “e você, já pensou em como gostaria que fosse?” sem parecer que o assunto é sobre a pessoa na sua frente.
  2. Fale primeiro de você. “Eu andei pensando no que eu gostaria, e acabei pensando em vocês também” tira o peso de estar cobrando uma resposta dos pais e avós.
  3. Pergunte sobre desejo, não sobre logística. Comece por “você prefere ser cremado ou enterrado?”, “tem algum lugar que é importante pra você?”. São perguntas mais fáceis de responder do que documento e valor.
  4. Divida em várias conversas pequenas. Uma dúvida por vez, em momentos diferentes, é bem mais leve do que uma reunião de família sobre o fim da vida.
  5. Deixe claro o motivo. “Eu quero saber a sua vontade para poder respeitar” é muito diferente de “precisamos resolver isso logo”.

Uma ressalva importante: essas dicas partem do cenário mais comum, o de uma família em que todo mundo está bem de saúde. Se a pessoa está fragilizada, doente ou em tratamento, avalie com cuidado se é o momento, porque aí a mesma pergunta pode soar como aviso, e não como cuidado. E se já existe conflito na família sobre o assunto, pode ser melhor conversar primeiro com quem é mais próximo, ou pedir ajuda de alguém em quem todos confiem.

E se meu pai, minha mãe ou meu avô não quiser falar sobre isso?

Respeite o tempo da pessoa e deixe a porta aberta. Não insista, mas deixe claro que você está disponível para quando ela quiser falar, e que a pergunta veio de cuidado, não de urgência.

É comum a primeira tentativa não avançar. Recuar com respeito costuma abrir mais espaço do que insistir. Muitas famílias acabam encontrando o próprio momento, às vezes numa data em que já estão reunidas e o clima é de gratidão, como o Dia dos Pais ou o Dia dos Avós. A data ajuda a conversa a acontecer com naturalidade, mas ela não precisa ser o motivo da conversa. Forçar o assunto para aproveitar a ocasião costuma ter o efeito contrário.

A despedida não precisa ser sinônimo de desespero

Imagine atravessar o luto com amparo e estrutura. A vontade dos seus pais e avós já é conhecida, a família não precisa adivinhar nem decidir tudo sozinha em poucas horas. Essa é a diferença entre reagir e prevenir, e ela começa numa conversa, muito antes de qualquer contrato ou papel.

No fim, é uma conversa sobre cuidado

Perguntar não apressa nada. A conversa que a gente adia não desaparece, ela só espera o pior momento para acontecer. Falar sobre isso enquanto todo mundo está bem devolve à família o direito de decidir com calma, e a quem você ama a certeza de que a vontade dele vai ser respeitada. Não precisa ser hoje e não precisa ser tudo de uma vez. Precisa só começar.

Como o Memorial Guararapes pode ajudar nessa conversa

Se a sua família já decidiu que quer conversar sobre planejamento, mas não sabe por onde começar a parte prática, a nossa equipe pode ajudar com informação, sem compromisso e sem pressa. A ideia não é vender um plano. É dar à sua família o que falta para que a conversa em casa seja mais tranquila.

Leia também: O que ninguém te conta sobre o luto: guia prático para proteger sua família da burocracia e Cinzas: jazigo, ossário ou cinerário?

Perguntas frequentes

Qual a melhor idade para falar sobre planejamento funerário com os pais?
Não existe uma idade certa. O melhor momento é quando todos estão bem de saúde e com calma para conversar, e não numa emergência.

É errado falar sobre isso no Dia dos Pais ou Dia dos Avós?
Não. Datas de gratidão costumam deixar o assunto mais natural, desde que a conversa seja conduzida com carinho, e não como um presente desconfortável.

Conversar sobre isso significa que algo vai acontecer em breve?
Não. Falar sobre planejamento é o contrário de estar esperando que algo aconteça. É se preparar com calma para quando, um dia, for preciso.

Atendimento humanizado: (81) 3462.7766 / (81) 99641.2200 / (81) 99426.6408 (WhatsApp)
Localização: BR 101, KM 79,3, Jaboatão dos Guararapes/PE, CEP 54320-230

Localização

End.: BR 101, KM 79,3
Jaboatão dos Guararapes / PE

CEP: 54320-230

Contato

© 2024 GUARARAPES EMPREENDIMENTOS S.A. – CNPJ 08.939.131/0001-40