Finitude e tabu: dicas de como conversar com pais e avós sobre planejamento funerário

Finitude e tabu: dicas de como conversar com pais e avós sobre planejamento funerário Tem conversa que a gente adia a vida inteira. “Depois eu falo.” “Não é a hora.” “Vou estragar o clima do almoço.” E assim, ano após ano, o assunto mais importante, o que a família vai fazer quando um de nós faltar, nunca sai do lugar. Não é falta de amor. É justamente porque a gente ama que evita o assunto. Só que existe uma diferença entre respeitar o tempo de cada um e deixar o medo decidir por todo mundo. Aqui no Memorial Guararapes, cemitério e crematório em Jaboatão dos Guararapes, a gente reuniu algumas formas de abrir essa conversa com os pais e avós sem pressa e sem transformar um gesto de cuidado num assunto pesado. Por que é tão difícil falar sobre isso com quem amamos? Porque, para muita gente, tocar no assunto da morte parece uma forma de convidar o problema. Acontece o contrário: falar com calma, antes que seja urgente, é o que evita que a dor do luto venha junto com decisão tomada às pressas. É um tabu cultural, não uma regra da natureza. Em muitas famílias brasileiras ainda existe a ideia de que falar de morte dá azar, ou de que perguntar aos pais sobre o que eles querem é sinal de pressa para que algo aconteça. O resultado é que os filhos não perguntam, os pais não contam, e ninguém decide nada. Até que a decisão precise sair em cima da hora, no pior momento possível. O silêncio protege alguém ou só adia o problema? O silêncio não protege ninguém. Ele transfere o peso da decisão para o momento em que a família está mais frágil e menos preparada para decidir bem. Quem já precisou organizar um velório sem saber o que a pessoa queria sabe do que estamos falando. É jazigo ou cremação, documentação, valores, tudo isso no meio do luto. Ter essa conversa antes, enquanto todo mundo está bem e com calma para pensar, é o que transforma um momento de crise em um momento de cuidado que já estava resolvido. 5 dicas para começar essa conversa sem parecer que você está torcendo por algo ruim Não existe roteiro perfeito. Mas algumas formas de abrir o assunto costumam funcionar melhor do que sentar todo mundo para uma conversa séria. Aproveite uma notícia ou uma história de fora. Um parente distante que perdeu alguém, uma novela, uma reportagem. São ganchos naturais para perguntar “e você, já pensou em como gostaria que fosse?” sem parecer que o assunto é sobre a pessoa na sua frente. Fale primeiro de você. “Eu andei pensando no que eu gostaria, e acabei pensando em vocês também” tira o peso de estar cobrando uma resposta dos pais e avós. Pergunte sobre desejo, não sobre logística. Comece por “você prefere ser cremado ou enterrado?”, “tem algum lugar que é importante pra você?”. São perguntas mais fáceis de responder do que documento e valor. Divida em várias conversas pequenas. Uma dúvida por vez, em momentos diferentes, é bem mais leve do que uma reunião de família sobre o fim da vida. Deixe claro o motivo. “Eu quero saber a sua vontade para poder respeitar” é muito diferente de “precisamos resolver isso logo”. Uma ressalva importante: essas dicas partem do cenário mais comum, o de uma família em que todo mundo está bem de saúde. Se a pessoa está fragilizada, doente ou em tratamento, avalie com cuidado se é o momento, porque aí a mesma pergunta pode soar como aviso, e não como cuidado. E se já existe conflito na família sobre o assunto, pode ser melhor conversar primeiro com quem é mais próximo, ou pedir ajuda de alguém em quem todos confiem. E se meu pai, minha mãe ou meu avô não quiser falar sobre isso? Respeite o tempo da pessoa e deixe a porta aberta. Não insista, mas deixe claro que você está disponível para quando ela quiser falar, e que a pergunta veio de cuidado, não de urgência. É comum a primeira tentativa não avançar. Recuar com respeito costuma abrir mais espaço do que insistir. Muitas famílias acabam encontrando o próprio momento, às vezes numa data em que já estão reunidas e o clima é de gratidão, como o Dia dos Pais ou o Dia dos Avós. A data ajuda a conversa a acontecer com naturalidade, mas ela não precisa ser o motivo da conversa. Forçar o assunto para aproveitar a ocasião costuma ter o efeito contrário. A despedida não precisa ser sinônimo de desespero Imagine atravessar o luto com amparo e estrutura. A vontade dos seus pais e avós já é conhecida, a família não precisa adivinhar nem decidir tudo sozinha em poucas horas. Essa é a diferença entre reagir e prevenir, e ela começa numa conversa, muito antes de qualquer contrato ou papel. No fim, é uma conversa sobre cuidado Perguntar não apressa nada. A conversa que a gente adia não desaparece, ela só espera o pior momento para acontecer. Falar sobre isso enquanto todo mundo está bem devolve à família o direito de decidir com calma, e a quem você ama a certeza de que a vontade dele vai ser respeitada. Não precisa ser hoje e não precisa ser tudo de uma vez. Precisa só começar. Como o Memorial Guararapes pode ajudar nessa conversa Se a sua família já decidiu que quer conversar sobre planejamento, mas não sabe por onde começar a parte prática, a nossa equipe pode ajudar com informação, sem compromisso e sem pressa. A ideia não é vender um plano. É dar à sua família o que falta para que a conversa em casa seja mais tranquila. Leia também: O que ninguém te conta sobre o luto: guia prático para proteger sua família da burocracia e Cinzas: jazigo, ossário ou cinerário? Perguntas frequentes Qual a melhor idade para falar sobre planejamento funerário com os pais?Não existe uma idade certa. O melhor momento é quando todos estão
A Igreja proíbe a cremação de corpos?
Houve um tempo que, de fato, a Igreja proibiu a cremação dos corpos. Isso ocorreu logo após a Revolução Francesa quando as pessoas, descrentes da vida eterna e da ressurreição dos mortos, incineravam os cadáveres para “provar” que não haveria jeito de Deus ressuscitar ninguém. Ideia absurda. Contudo, com o passar dos séculos, o perigo de irreligiosidade desapareceu em parte e o clima de protesto, usando a cremação como mote também. Por isso a proibição cessou. O Papa Paulo VI, em 1963, publicou a Instrução do Santo Ofício “Piam et constantem”, versando sobre o assunto. É um importante documento que esclarece muito bem o tema e que vale a pena transcrever: “A Igreja sempre quis encorajar o piedoso e constante costume cristão de sepultar os corpos dos fiéis, quer confortando-o de ritos apropriados a evidenciar o sentido simbólico e religioso da inumação, quer ameaçando com penas canônicas os que se insurgiam contra esta prática; e a Igreja fez isso sobretudo quando a oposição era inspirada pela animosidade, hostil aos costumes cristãos e à tradição eclesiástica, daqueles que, cheios de espírito sectário, procuravam substituir a inumação pela cremação em sinal de negação violenta dos dogmas cristãos, especialmente o da ressurreição dos mortos e da imortalidade da alma humana. Esse propósito, evidentemente, era um fato subjetivo, inerente ao espírito dos que propugnavam a cremação, mas não estava ligada ao fato objetivo da cremação em si; como a incineração do corpo não atinge a alma e não impede a onipotência de Deus de restituir o corpo, ela não contém em si uma negação objetiva destes dogmas. Não se trata, pois, de algo intrinsecamente mau ou contrário em si à religião cristã; foi o que a Igreja sempre pensou, pois de fato, em certas circunstâncias – estando seguro que a cremação dos corpos é feita com a intenção honesta e por motivos sérios, especialmente de ordem pública – ela não se opôs, como não se opõe, à incineração. O melhoramento do estado do espírito e a repetição sempre mais frequente e manifesta, ultimamente, de circunstâncias que se opõem à inumação, explicam que numerosos pedidos foram dirigidos à Santa Sé para que fosse flexibilizada a disciplina eclesiástica relativa à cremação dos corpos, a qual hoje é solicitada, não por ódio à Igreja ou aos costumes cristãos, mas tão-somente por razões de higiene, de economia ou outros, de ordem pública ou privada. A Santa Mãe Igreja – preocupada imediatamente com o bem espiritual dos fiéis, mas também atenta a outras necessidades – julga dever acolher essas solicitações, favoravelmente decidindo o que se segue: 1. É preciso velar cuidadosamente por manter fielmente o costume de inumar os corpos dos fiéis defuntos; por isso, os Ordinários, por instruções e advertências oportunas, cuidarão de que o povo cristão não pratique a incineração e não abandone o uso da inumação, salvo quando constrangido pela necessidade… 2. Todavia, para não aumentar mais do que o necessário as dificuldades que surgem das circunstâncias atuais e para não multiplicar os casos de dispensa das leis vigentes na matéria, pareceu-nos oportuno introduzir alguns abrandamentos nas prescrições do direito canônico relativo à incineração, de sorte que doravante as prescrições dos cânones 1203 § 2 (interdição de executar uma ordem de incineração) e 1240, § 1, 5º (recusa de sepultura eclesiástica aos que pediram que seus corpos fossem cremados) não são mais urgidas em todos os casos, mas somente quando consta que a cremação foi escolhida por negarem-se os dogmas cristãos ou no espírito sectário ou por ódio à religião católica e à Igreja. 3. Segue-se disso igualmente que os sacramentos e as orações públicas não devem ser recusados, por este fato, aos que tiverem escolhido a cremação do corpo, a não ser que seja evidente que tal escolha foi feita pelas razões acima indicadas, contrárias à vida cristã. 4. Para não enfraquecer a adesão dos fiéis à tradição eclesiástica, e para que apareça claramente que o espírito da Igreja é alheio à cremanção, os ritos da sepultura eclesiástica e dos sufrágios subsequentes não poderão jamais ser celebrados no próprio lugar da cremação, nem mesmo ao acompanhar simplesmente o translado do corpo. (DH 4400) A legislação vigente sobre o assunto pode ser encontrada no Código de Direito Canônico, no cânon 1176, que diz: Cân. 1176 § 1. Devem-se conceder exéquias eclesiásticas aos fiéis defuntos, de acordo com o direito. § 2. As exéquias eclesiásticas, com as quais a Igreja suplica para os defuntos o auxílio espiritual, honra seus corpos e, ao mesmo tempo, dá aos vivos o consolo da esperança, sejam celebradas de acordo com as leis litúrgicas. § 3. A igreja recomenda insistentemente que se conserve o costume de sepultar os corpos dos defuntos; mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido escolhida por motivos contrários à doutrina cristã.” A Igreja insiste nesse costume para que cada católico possa, também nisso, configurar-se a Cristo, aos apóstolos e tantos santos e santas da Igreja. Todos foram enterrados. Todavia, apesar de a Igreja insistir veementemente no sepultamentos dos corpos, a cremação não é proibida, desde que não seja motivada pelo desejo de se negar a fé. Fonte: padrepauloricardo.org
NINGUÉM CHEGA NA NOSSA VIDA POR ACASO…
Ninguém chega até nós… E ninguém permanece em nossa vida por um simples acaso. Pessoas nos encontram ou nós as encontramos meio sem querer não há programação da hora em que as encontraremos. Assim, tudo o que podemos pensar é que existe um destino, em que cada um encontra aquilo que é importante para si. As pessoas que entram em nossa vida, sempre entram por alguma razão, algum propósito. Ainda que a pessoa que entrou em nossa vida, aparentemente, não nos ofereça nada, mas ela não entrou por acaso, não está passando por nós apenas por passar. O universo inteiro conspira para que as pessoas se encontrem e resgatem algo com as outras. Discutir o que cada um nos trará, não nos mostrará nada, e ainda nos fará perder tempo demais desperdiçando a oportunidade de conhecer a alma dessas pessoas. Conhecer a alma significa conhecer o que as pessoas sentem, o que elas realmente desejam de nós, ou o que elas buscam no mundo, pois só assim é que poderemos tê-las por inteiro em nossa vida. A amizade é algo que importa muito na vida do ser humano, sem esse vínculo nós não teremos harmonia e nem paz. Precisamos de amigos para nos ensinar, compartilhar, nos conduzir, nos alegrar e também para cumprirmos nossa maior missão na terra: “Amar ao próximo como a si mesmo”. E para que isso aconteça, é preciso que nos aceitemos em primeiro lugar, e depois olhemos para o próximo e enxerguemos o nosso reflexo. Essas pessoas entram na nossa vida, às vezes de maneira tão estranha, que nos intrigam até. Mas cada uma delas é especial, mesmo que o momento seja breve, com certeza elas nos deixarão alguma coisa. Observe a sua vida, comece a recordar todas as pessoas que já passaram por você, e o que cada uma deixou. Você estará buscando a sua própria identidade, que foi sendo construída aos poucos, de momentos que aconteceram na sua vida, e que até hoje interferem em seu caminho. Passamos por vários momentos em nossa vida. Momentos estes que nos marcam de uma forma surpreendente, nos transformam, nos comovem, nos ensinam e muitas vezes, nos machucam profundamente. Quando sentir que alguém não lhe agrada, dê uma segunda chance de conhecê-lo melhor, você poderá ter muitas surpresas cedendo mais uma oportunidade. Quando sentir que alguém é especial para você, diga a ele o que sente, e terá feito um momento de felicidade na vida de alguém. Não deixe para fazer as coisas amanhã, poderá ser tarde demais. Faça hoje tudo o que tiver vontade. Abrace o seu amigo, os seus irmãos, os seus filhos. Dê um sorriso para todos, até ao seu inimigo. Se estiver amando, ame pra valer, viva cada minuto deste amor, sem medir esforços. Seja alegre todas as manhãs, mesmo que o dia não prometa nada de novo. Preste bastante atenção em todas as pessoas, elas poderão estar trazendo a sua tão esperada FELICIDADE! Fonte: O Segredo
MORRE LENTAMENTE…
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade. Martha Medeiros
MULHER RECEBE 500 FLORES DO MARIDO NO ÚLTIMO DIA DE QUIMIOTERAPIA
O tratamento de um câncer é sempre doloroso e de difícil. Nessas horas, o apoio da família e dos amigos é fundamental. O norte-americano Brad Bousquet acompanhou sua esposa Alissa durante todo o tratamento do câncer de mama e, quando chegou o último dia de quimioterapia, ele decidiu surpreendê-la. Brad a presenteou a mulher com um mega “buquê” com 500 rosas coloridas. “Ela me surpreendeu com sua força, coragem e atitude positiva. Ela ainda tem algumas cirurgias pela frente, mas completar o ciclo da quimioterapia é um grande marco em sua jornada”, disse Brad à Associated Press. Brad não parou por aí. Ele também queria fazer uma doação em nome da esposa para o Instituto de Pesquisa de Câncer de Mama de sua cidade, Oakland, em Nebraska. Para isso, enviou mensagens para diversos amigos e pediu ajuda para conseguir comprar as rosas. Em parceria com a floricultura local, cada ‘lembrança’ foi vendida por US$10 e parte do valor seria para a compra. O restante foi doado para o instituto. Veja no vídeo abaixo a reação de Alissa ao receber as flores. [av_video src=’https://youtu.be/KovCOMKenM4′ format=’16-9′ width=’16’ height=’9′]